sexta-feira, 24 de julho de 2009

Falta de educação.


É tão fácil ser educado.

Falar baixo e corretamente, evitar palavras de baixo calão quando possível, não empurrar, não furar filas, não tratar com descaso, escutar quando as pessoas falam, não interromper, dizer "com licença", "por favor" e "obrigado".

Não deveria ser tão difícil encontrar pessoas que tomam esses cuidados, mas é.

Na rua, no ônibus, nas salas de aula, nos corredores... Parece que o respeito se foi. Ninguém mais deseja bom dia, ou pelo menos evita ficar no meio do caminho. Educação virou formalidade, e só se usa quando interessa. Não vejo ninguém ser mal-educado em entrevistas de emprego, por exemplo.

Estão todos gritando, se xingando, se batendo. Como selvagens, como feras. Essa é a tão incrível e evoluída raça humana? A espécie dominante? Não deixa de ser irônico.

Saber se portar de acordo com o ambiente é essencial, não por formalidade ou beleza, mas por pura consideração pelo espaço pessoal alheio e pela própria imagem.

Tente viver como um bicho
no mundo dos homens, e será mandado para a selva mais próxima.

Peguei nojinho de falta de educação.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A volta do Peguei Nojinho.

Aqui acabam oficialmente as férias dos autores.

Esperem uma postagem nos próximos dias!

Ainda existem muitos nojinhos a serem declarados.

Por
Erick e Letícia Santos.

domingo, 14 de junho de 2009

Disputa.


Ter uma pessoa que disputa o tempo todo com você incomoda.

Não importa qual é o rumo da conversa, a pessoa sempre faz questão de contar uma festa em que ela arrasou, ou listar, nome por nome, quem "corre atrás". Ela quer com toda certeza passar a impressão de ser a última bolacha do pacote, ou a última coca-cola do deserto. E mesmo que você tenha uma certa simpatia por esse "ser", essas atitudes fazem você se afastar.

Alguns dizem que é inveja, outros dizem que é complexo de inferioridade. Não sei, não gosto de dar nome nenhum, acredito que todas as pessoas são um universo rico, e que não é preciso ser o líder da turma, muito menos uma disputa acirrada para que alguém note as suas qualidades.

Mas tem gente que exagera.
Tem gente que fala alto pra chamar a atenção.
Tem gente que fala difícil pra mostrar inteligência.
Tem gente que ilude por um beijo, pra mostrar que é o mais desejado, o mais bonito, o melhor.

Definitivamente, ter alguém do seu lado que disputa o tempo todo, com tudo, pra se mostrar que é melhor que você, passa dos limites. Incomoda.
Uma pessoa que faz de tudo para subir mais um degrau, mesmo que para isso seja necessário pisar em alguém chega a dar pena, chega a ser triste.

E no final das contas, quem tá sempre tentando vencer ou tentando provar pra todo mundo que é o melhor que algo ou alguém, não passa de um babaca.

Peguei nojinho!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Estudantes de jornalismo que se acham.


"..A verdade é que não existe nada pior do que estudantes de jornalismo. Nada. Todo mundo quer mostrar que lê mais que o outro, que escreve palavras mais complicadas e que as suas cordas vocais carregam o mesmo timbre rouco do Willian Bonner.." (Bernardo Biagioni)

Sem generalizar gente.
Mas é isso mesmo. Os cursos de jornalismo estão carregados de estudantes que realmente serão bons jornalistas, mas também estão carregados de narizes empinados e gente que se considera superior.

A vida pode até ser semelhante, também há nela pessoas que se consideram melhores do que as outras, que estão dispostas a mostrar o seu vocabulário difícil, o seu intelecto invejável e o quanto são melhores que todo mundo, mas pessoas arrogantes e de nariz empinado exercendo uma profissão onde é necessário conversar com todos os tipos de pessoas e que exige calma para encontrar a boa notícia sem precipitação, não existe.O jornalista que se considera melhor que todo mundo não vai saber lidar com um furo de reportagem, muito menos vai ter humildade para fazer as perguntas certas.

Jornalista não precisa escrever difícil, precisa ser claro e profundo no ponto certo, e o ponto certo, na minha opinião, é fazer o leitor refletir sobre o que você escreveu e não consultar o dicionário logo após o término do segundo parágrafo.
Além do mais. Você não aprende a ser jornalista nos livros ou na faculdade, você aprende a ser jornalista na vida, no "exercer da profissão".
Narizes empinados não levam a grandes histórias, nem a grandes pessoas, nem a grandes reportagens.

Peguei nojinho dos estudantes de jornalismo de narizes empinados que se consideram melhores que todo mundo.

"Porque o mundo nos ensina a escrever , com suas historias e seus personagens e todas as suas geografias e estranhezas, mas só se você não for um idiota que se achar acima do mundo, ou'drummond não nos diz: 'Não. Eu não sou maior do que o mundo, sou muito menor?' " (Mauro Santayana)

Sou estudante do primeiro semestre de jornalismo e sem paciência nenhuma para os narizes jornalísticos empinados

terça-feira, 2 de junho de 2009

Homofobia.


Em um mundo tão grande e mudado, seria importante aceitar o fato de que somos todos diferentes entre nós. Temos nossas crenças, nossos medos, nossas preocupações, nossas personalidades, nossos gostos... Nossas vidas. 

Evoluímos tecnologicamente, as cidades cresceram, as possibilidades aumentaram e não paramos; Continuamos, sedentos por conhecimento e conforto.
Com o respeito não deveria ser diferente. 

Não importa se você prefere baunilha, se você gosta de vestir azul, ou se você gosta de filmes românticos.
Assim como não deveria importar se você é heterossexual, gay, lésbica, bissexual ou qualquer outra condição

Cada um é o que é, independente das convenções ou da aceitação.
O que seria normal, afinal
Aceitar ou respeitar apenas o que é considerado normal seria negligência, afinal todos tem sua visão do que é normal ou não.

Não importa o que você é ou o que você faz, somos todos humanos e todos estamos vivos. Temos ideias e sentimentos que poderiam — e deveriam —  ser no mínimo respeitados.

Dizem por aí que deveriam "aceitar as diferenças", mas essa tese cai por terra, pois em que diferimos? Acordamos, respiramos, nos vestimos, sorrimos, choramos e o mais importante, amamos. Por que o amor seria diferente se também seria amor? Por que alguma forma de amor é melhor ou mais aceitável?

Todo mundo é gente.
Os opostos podem se atrair, mas os iguais também. 

Peguei nojinho de homofobia. 

Imagem retirada do site
http://www.eastvillageboys.com/

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Futilidade.


Há muito tempo você deixou de ser uma pessoa de fato. Agora é uma vitrine, mostrando o que há de mais moderno no mundo, o que há de mais belo, o que há de mais caro. Um boneco, um manequim belíssimo e oco.

Você se sente mais importante do que tudo que lhe rodeia. Você tem dinheiro e suas roupas são exclusivas, de grife.
Você não se importa em gastar o que for, e nunca terá de trabalhar; Papai e mamãe lhe dão tudo o que você quer.

Sua mente é superficial. Tudo o que você sabe é vago e incerto, exceto sobre o que lhe interessa. Você não é a mais inteligente das pessoas, afinal não é necessário pensar se você pode arranjar alguém que o faça por você.

Você está cercado de gente que não sabe seu nome, e esses são seus amigos mais próximos, ou o que você terá de mais próximo nesse quesito. E você também não os conhece, apenas de que famílias de prestígio vieram.
Os nomes na sua cabeça são marcas.

Você não tem afeições sinceras, seus pais não sabem o que se passa na sua vida, você não responde pelos seus erros, ninguém lhe ama pelo que você, ou se aproximou de você pela sua simpatia. Você não amou, e sofre.
Se sente sozinho por dentro e perdido, mas o que importa? Suas roupas são lindas, suas joias brilham, sua pele é impecável e seu penteado está no lugar.

Peguei nojinho dessa futilidade preenche sua alma e sua vida.
As coisas dessa terra vão muito além da boa e rica vida e do luxo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Fedores.


Apenas mais um comum dia da comum vida, na rotina do trabalho ou escola. Nada fora do normal, nada extraordinário. 

Claro, até surja algum cheiro estranho. E ruim.

Você sente primeiro um leve vestígio, até que o odor chega como uma pontada no cérebro, após ter queimado seus pelos nasais e feito seus olhos lacrimejarem. Sua cara é de asco e sua vontade é fugir dalí para o mais longe que puder.

A sensação é tão nojenta que você se sente sujo, poluído. Desnorteado, até: era algo parecido com leite azedo, cadáver de três semanas ou feira de peixe no sol? Ninguém sabe, e sinceramente, preferem não pensar nisso.

Talvez alguém tenha esquecido do banho há algumas semanas, ou acabou a pasta dental na casa do indivíduo e em todas as lojas próximas, ou aquele sanduíche de patê de atum já começando a aprender a andar após alguns meses na mochila; Impossível dizer.
E impossível suportar, também...

Sua única certeza é que seu olfato funciona muito bem, diferente do bom senso do propagador do odor. Como uma pessoa pode não perceber que está fedendo? Ou ainda, ser tão desrespeitosa com a saúde e o bem estar alheio ou mesmo consigo mesma? Tudo bem querer ter seu aroma característico, mas seria bom vir com máscaras de gás inclusas, o que não ocorre.

Peguei nojinho de fedores.
Higiene um pouco de noção nunca fizeram mal a ninguém.